sexta-feira, maio 12, 2006


Um dia Tentei
Tentei ter amigos e alegriasMas não conseguiTentei ter amores, companhiasMas foi em vão
Tentei um dia me libertar desta masmorra Que sufoca a alma, que atordoaResolvi fugirMe encontrei

Tentei estar entre seres como euSeres noturnos... armaduras negrasSeres amaldiçoados, crucificados Mas a noite acabou
Um dia tentei Engolir as lágrimas amargasQueria ser forte, queria ser friaChorar não mais deveria

Um dia tenteiTrancar as portas do coraçãoAdotar como companhia a solidãoQueria os sentimentos decepar
Um dia tenteiQueria não mais enxergar belezas e sorrisosQueria não mais ouvir O ruído dos grilos, o cheiro do absinto, o gosto do vinho,
Tentei um dia ignorar a dor que há em mimDesejei correr com o vento até desaparecerQuis me apagar deste lugar Onde sou quem não sou.

O mal estar do estado febrilAs Cólicas de melancoliaUm universo vazioFrio
No corpo meio vivo, meio morto um turbilhãoEmoçãoAnsiedade, Revolta... CovardiaCúmulos de insatisfação... maldição
A dúvida que perturba, que envelhece...Confusão mental... medoUma gota ácida se esvaiAcariciando a face tímida... desolada... sombria.

Queria caminhar e não ouvir meus passosQueria seguir desapercebidaQueria falar e não ser ouvidaQueria não estar aquiUm dia tentei.